segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Incessante...




Gritos seguros pelo nó na garganta
Gritos querendo escapar por todos os lados
Gritos que arrepiam a pele
Gritos que anseiam liberdade

Lágrimas seguras pela ira
Lágrimas presas na timidez
Lágrimas que teimam em correr soltas
Lágrimas de sonhos frustrados

Suspiros que seguram o choro
Suspiros que lamentam a solidão
Suspiros sentidos no palpitar do coração
Suspiros que calam a voz

Esperança do grito ecoar
Esperança da lágrima cessar
Esperança do suspiro de paz
Esperança de poder ser eu, feliz

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Frente...

 Foi o sopro frio do vento
 Levou todas as lembranças
Os bons momentos

O que me resta?
O que nos resta?
Até onde posso ir pra nos resgatar?

Talvez o encontro quente de nossos corpos
O calor do encontro de lábios
O acalentar do sorriso

A fria brisa traz um talvez
Um talvez amanhã
Ou talvez nunca mais

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aquarela


Vive
A cada respirar
Tinge 
Um novo sonhar

sexta-feira, 22 de março de 2013

Medinho...



Frio na barriga é o sentimento que tenho quando penso em você. Toda vez que sei que verei seus olhos, seu sorriso, meu coração bate mais forte. Coração esperto, sabe aquilo que o alegra. Quando conheço alguém como você o que mais me importa é perceber o quanto tenho vontade de ver, de falar e falar sem parar... Sei lá, escrevi isso porque fiquei com vergonha de dizer diretamente...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Meus desejos vis...



Meu ser
Mistura
Molejo
Mandinga

Dividido
Doido
Desesperado
Desejando

Vil
Vilão
Voraz
Vocês

Caminhando...



Não sei o que faço com meu coração
Que é desejante e vil
 me corrói e me trai

Mando mas não me obedece
 permaneço nesse jogo de amores

Quero e desejo
 mas luto contra
nessa luta saio derrotado
 e só

 Querendo o que não posso
podendo o que não quero
 Fico com minha esperança:
trilhar o caminho da felicidade...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O menino e seus caminhos



Por dentro era só um menino que não sabia muito da vida, mas estava ali pra vivê-la. A vida o tomou pelos desejos e ele se deixou levar e quando se deixa levar se está sujeito as contradições do existir. Ele era esse misto de liberdade e controle, de pulsão e repressão. O menino, que por vezes é homem por vezes é criança, errou com pessoas que não deveria, justamente por seus momentos de liberdade e saudade. Foi a primeira vez que magoou a quem gosta e não sabe como agir, a gente nunca sabe o que fazer diante das pessoas a quem entristecemos.
Nosso protagonista, como todo herói tem um poder e uma fraqueza, seu poder era ser como criança, ser capaz de perdoar, esquecer, ser sincero e recomeçar. Mas sua fraqueza era ser adulto, não se perdoam adultos, os pune. Nosso pequeno grande homenzinho recebeu como conseqüência a ausência. E, como diz Mário Quintana, “o que mata o jardim é o olhar vazio de quem por ele passa indiferente”.