segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sozinho


Suas frágeis e recolhidas asas
Estão simplesmente cansadas do puro céu azul
Você não precisa forçar o seu sorriso a ninguém
Não tem problema  sorrir... para si mesmo

Você não fala nada
Mas os seus olhos falam por si só
E é eu não sei direito o que

Tente enterrar, tudo bem
Não precisamos daquele céu azul
Se estivermos livres para nadar
Mesmo que você não fale nada sobre o passado
Estarei lá para te encontrar amanhã

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Das facilidades da vida...


Coisa difícil é quando fere a quem ama... Complicado ser imune ao próprio veneno... Todos os dias acabo por me ferir na simples tentativa de te ver, te ver crescer forte, linda, de ser independente.
Coisa difícil é amar alguém... Amar alguém é permitir que saia do próprio casulo, ver ser borboleta e bater as asas fortes e voar. È difícil ver quem amamos bater asas e voar, sozinhas.
Coisa difícil é amar a si próprio... Amar a si é amar por completo, mesmo a escuridão que se carrega. Amar a si é permitir-se voar mesmo temendo a própria escuridão, e assim poder sentir o vento no bater das asas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Busca

Todos queremos que a vida tenha algum tipo de significado. Parece que quanto mais velhos ficamos, mais o procuramos. E é mais difícil de encontrá-lo. E alguns de nós procuram no lugar errado. Mas se nossas vidas não tem significado, o que podemos deixar àqueles com quem nos importamos? O que eu deixarei? Não sei qual lado é qual, quem é quem. Não há mais ordem.

sábado, 29 de outubro de 2011

João de Barro


O meu desafio é andar sozinho
Esperar no tempo os nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz
A ausência do seu olhar
Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar
Mesmo eu sendo menino aprendi
Oh meu Deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor me ensine como guardar meu amor

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Raio


Cansei de dizer que algumas coisas são pra sempre, ou que seja eterno enquanto durar... Tenho a impressão que nossa amizade não será eterna, por que eterno é pouco pra medir tudo aquilo que sinto por você. Nossa amizade vai pra além do eterno, ultrapassa o nosso limitado conhecimento humano.
Não sou muito bom em escrever coisas, mas queria demonstrar aqui um pouquinho daquilo que me convoca a você, que nos faz ser quem somos, amigos, que não é pra sempre, porque pra sempre é pouco tempo pra nós.
Te amo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011


Há coisa que temos medo de partilhar, não por vergonha ou timidez, mas por nudez. 
Coisas que nos despem nos fazem igualmente temer. Mas num quarto escuro, despido, 
com aquela que aquece nossos corpos nossas certezas se perdem e partilhamos o que 
temo de melhor, a vida. 
Certamente tememos partilhar, afinal de contas nos ensinaram a temer viver. Pois que 
aceitemos o desafio de partilhar a vida, de sugar todo seu tutano aumentando, assim, 
nosso poder de vida

sábado, 15 de outubro de 2011

Um help plis...

Pois se o medo de ser traído ou do amor acabar me impedir de amar é porque nunca soube o que o amor significa.

Amar não é viver para outro, mas viver com o outro e a confiança nasce do compartilhar a vida com quem se ama. Confiança não é coisa que se tenha, ou que se dê, é resultado do compartilhar a vida.

Sem deixar vulgar qualquer uma dessas duas palavras, arrisque-se a amar e confiar. Ou seja, arrisque-se a viver com o outro, a experimentar, ser e criar o mundo com o outro.

Espero que essa receitinha o ajude.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Rabisco

Fui sendo desenhado. A lápis para poder apagar e fazer de novo. Me faço e me refaço, invento e reinvento muitas formas. Nunca achei um desenho que me agradasse totalmente, nem consegui acabar um sequer completamente. E permaneço só, com meus rabiscos, que nunca chegarão a ser pintura, mas com esperança de cor...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dança e traços de chuva




Sei que existe algo em mim
Que aos poucos me consome e me mata
Mesmo assim sou teimoso
Insisto em renascer

Sei que existe algo em mim
Contra o qual tenho que lutar constantemente
Nem sempre venço a luta
Mas não desisto da trincheira

Talvez a solução seja admitir meu fracasso
Desistir de minha vitória
Me deixar morrer
E tornar-me sombra

Nesta vida renasci água
Dessas que escorrem pelo rosto
E por mais que meu corpo se torne muitos
Não mais serei seco

Espero que tenha uma nova chance
E mesmo que me perca
Posso sempre renascer
Lembrando tempos de água

sábado, 24 de setembro de 2011

Sobre o amor


“Que eu não veja obstáculos na união de corações sinceros…
O amor não se turva em águas turvas,
nem se curva ante a chuva…
Não…
É uma luz constante que a tempestade não altera…
É a estrela de toda a mão errante…
de brilho claro…
embora sem matéria…
Não é joguete do tempo,
embora a carne sofra o peso da sua foice…
Se isso for falso e provado também,
Eu não escrevi…
e nunca se amou ninguém.”

O homenzinho e seu deus


A cidade foi atacada por um deus enorme e descalço
que ninguém podia vencer.
Tombaram exércitos e quebraram-se espadas,
morreram centenas,
e nada o fazia parar.
Foi quando um homenzinho inofensivo baixou sua lança e disse à multidão
que venceria o deus sem matá-lo; iria derrubá-lo sem ferir.
O deus riu um riso despreocupado de deus e com um golpe tremendo do braço fez o homem voar;
esmagou o homem com os pés e triturou-o entre as coxas,
despedaçou-o com os dentes e banhou-o em sangue e urina;
cuspiu, xingou e provocou.
Quando o homenzinho mal se podia pôr em pé
o gigante deu-lhe para segurar sua própria espada divina
e ofereceu de peito aberto seu divino coração,
mas o homem abaixou a espada e aquietou.
“Covarde”, disse o deus, e atravessou o homem despedaçado
com a lança que o próprio homem tinha deixado para trás.
Ferido de morte, o homenzinho entoou baixinho uma canção blasfema,
“venha o que vier, amar-te-ei pela eternidade”.
O deus inclinou-se para ouvir e o homem sussurrou-lhe ao ouvido, “sou seu filho”, e morreu.

[Paulo Brabo]

Mosaico


Encontramos pessoas de todas as cores e estilos. Muita gente passa pela nossa vida e nem notamos. Mas tem algumas que chegam e deixam uma marca, não se sabe porque, mas ficam guardadas pra sempre, mesmo que estejam longe.

Algumas pessoas agente gosta tanto que vira pedacinho da gente... Sabe como é né?!

E nem tem como fugir... agora mais que amizade, se torna parte de uma família ou um corpo, sei lá, que é pra sempre....

Pra sempre um.

sábado, 17 de setembro de 2011

Celebração da voz humana [2]




Os índios shuar, chamados de jíbaros, cortam a cabeça do vencido. Cortam e reduzem, até que caiba, encolhida, na mão do vencedor, para que o vencido não ressuscite. Mas o vencido não está totalmente vencido até que fechem a sua boca. Por isso os índios costuram seus lábios com uma libra que não apodrece jamais.

Celebração da voz humana



Tinham as mãos amarradas, ou algemadas, e ainda assim os dedos dançavam, voavam, desenhavam palavras. Os presos estavam encapuzados; mas inclinando-se conseguiam ver alguma coisa, alguma coisinha, por baixo. E embora fosse proibido falar, eles conversavam com as mãos.

Pinio Ungerfeld me ensinou o alfabeto dos dedos, que aprendeu na prisão sem professor:

— Alguns tinham caligrafia ruim — me disse —. Outros tinham letra de artista.

A ditadura uruguaia queria que cada um fosse apenas um, que cada um fosse ninguém: nas cadeias e quartéis, e no país inteiro, a comunicação era delito.

Alguns presos passaram mais de dez anos enterrados em calabouços solitários do tamanho de um ataúde, sem escutar outras vozes além do ruído das grades ou dos passos das botas pelos corredores. Fernández Huidobro e Maurício Rosencof, condenados a essa solidão, salvaram-se porque conseguiram conversar, com batidinhas na parede. Assim contavam sonhos e lembranças, amores e desamores; discutiam, se abraçavam, brigavam; compartilhavam certezas e belezas e também dúvidas e culpas e perguntas que não têm resposta.

Quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer, a voz humana não encontra quem a detenha. Se lhe negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros, ou por onde for. Porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma palavra que merece ser celebrada ou perdoada.


Eduardo Galeano - O livro dos Abraços

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Me ajuda a olhar


"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!"


(Eduardo Galeano - extraído do Livro dos abraços)

Me ensina a te amar



O que eu fiz para você me amar tanto assim. Quem eu sou pra que te lembres de mim. Teu amor em todo tempo é fiel, mesmo que todo tempo eu não mereça. Me perdoa quando você falou e eu não ouvi, me perdoa, quando você me tocou e eu não senti, como pude não sentir. Me ensina te amar. Me ensina mostrar quanto eu te amo. Pra sempre vou te amar.

Tenho tão pouco pra te oferecer, mas tudo o que eu tenho é teu. Toda minha vida, num piscar de olhos, e uma canção pra dizer: Me ensina te amar. Me ensina mostrar quanto eu te amo. Pra sempre vou te amar...


composição: Filhos do Homem

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Acordo



Eu aceitei a escuridão dela.
Não, foi tudo dela que o fim trouxe a tona.
É claro, eu aceitei para sobreviver.

sábado, 9 de julho de 2011

Sozinhos



Não sei o que minha alma busca
Sei que estou em constante procura
Talvez seja só uma fase
Talvez amanhã tudo isso acabe

Anseio por uma força 
Que me puxe pelo umbigo
Que me queira sem que eu queira
E que quando me der conta
Eu já esteja imerso

Anseio por algo que me tira a angústia
Preciso me sentir parte de algo
Pare que não me sinta o pior de todos
Pare que não me sinta como agora
Sozinho

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Now, I swear...


"Por isso ninguém aprende pela metade, todo e qualquer coração é sempre inteiro. Tudo o que se aprende é acoplamento de corações. Aprender é sempre um fazer do coração de cor e salteado, memória e passo. Não é um faz de conta. O encontro de corações reverbera, e reverberar é uma dessas palavras que se aprende, que se acha bonita, sabe-se lá porque. E espera-se a melhor oportunidade para utiliza-la. E agora é a hora. Nem antes nem depois." - 

Professor Fabio Hebert, para minha turma!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um treino para a vida







Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?... Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.


À medida que nos libertamos dos nossos medos, nossa presença automaticamente liberta os outros.




Nelson Mandela