quinta-feira, 27 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Passageiro Sombrio
Eu só sei que existe algo sombrio em mim.
E eu escondo.
E certamente não falo sobre.
Mas está lá, sempre.
Esse passageiro sombrio.
Quando ele está dirigindo eu me sinto vivo.
Meio mal de ter essa sensação de estar totalmente errado.
Não luto contra eles, não quero.
É tudo que tenho.
Nada mais poderia me amar,
Nem eu mesmo.
Ou é só uma mentira que o passageiro da escuridão me conta?
Pois existem momentos ultimamente em que me sinto...
Conectado a algo mais, alguém.
É como se a máscara caísse.
E coisas, pessoas, que nunca tiveram a mínima importância...
Passam a ter.
Isso me assusta muito.
Essas coisas me fazem parecer humano,
Nunca achei que poderia me ver humano um dia.
Talvez este dia esteja mais próximo que eu mesmo imagino.
Mein Kampf

Se os olhos são a janela da alma,
Então a mágoa é a porta,
Enquanto estiver fechada.
É a barreira,
Entre o saber e não saber.
Fuja e ela continuará fechada...
Para sempre
Mas abra,
E a atravesse.
E a dor se tornará verdadeira.
E agora tenho que encarar a luta,
Pela minha própria sobrevivência,
Que eu sempre soube que chegaria
Eu estive me preparando para isso,
A minha vida...
Inteira
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Preso
preso num engarrafamento...
Numa lâmpada;
num elevador;
numa torre;
numa consciência;
numa igreja;
numa palavra;
num destino;
numa idéia;
numa mágoa;
num coração apertado;
num vazio...
Num eu.
extraído de: http://verticontes.blogspot.com/2009/09/preso.html
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Baiser ton corps

Je te regarde dans les yeux
Je vois ton feu brûler
Ta folle volonté sur moi
Tes mains chaudes me pressent
Je te touche la visage
Je sens ta peau rougir
Chauffer
Et me désirer
Couche sur moi
Posséde-moi
Je veux te montrer mes secrets
Prendre à l'infini
Quand la folie trouvera
Sens moi complètement
Permets la vie aller à elle même
Et reposer le plaisir
quarta-feira, 24 de março de 2010
Metaforas da Lua
Estou agoniado com alguma coisa, mas não sei o que.
nem idéia?
Não
Qual tipo de agonia?
De querer sair correndo atras da lua
E porque não?
Imagina que cena não seria?!
ninguém vai te ver, a não ser a Lua
Proposta tentadora
Vai
Quem dera
Vaaaai Rafa... Corre lá
O que adianta correr atrás do que nunca terá,pelo prazer da corrida? Um prazer fundado num desejo impossível e que certamente morrerá de cansaço e lágrimas?
Mas ainda assim um prazer...
Sem esperanças e que findará em puro desespero
Grandes pessoas fizeram coisas grandes que muitas disseram que era impossível
Realmente acha possível pegar a lua correndo atrás dela? Prefiro deixá-la se afastar, aos poucos, contemplar sua beleza ao longe, à noite. Porque quando minha esperanças acabam ela estará brilhando forte, mesmo longe de mim, mesmo que não saiba que sofro estará erguida firmemente. Durante o dia tentar levar a vida, com a esperança que logo mais ela voltará a brilhar
Você está perdidamente apaixonado pela Lua
Sou eterno apaixonado pela lua, mesmo sendo amante do sol
Poderia dizer muita coisa sobre tudo que você falou... mas não sei... Também me apaixonei pela Lua... Mas acho que a amo exatamente por saber que ela nunca vai ser minha
Não quero que ela seja minha somente, quero poder tocá-la senti-la, experimentá-la mais de perto
Quer experimentar com mãos humanas o sagrado? Os deuses (gregos) não permitem
Quem sabe? Talvez um dia, gosto da teoria que os deuses invejam os mortais porque quando se juntam duas almas eles ficam tão equilibradamente perfeitos que se tornam independentes dos deuses. O que dizer de Psique? Ela não era mortal? Pois ela pisou no Olimpo
sexta-feira, 19 de março de 2010
PRO-FUNDO
Não sei se um dia terei
Não sei até quando suportarei
Esse futuro incerto
Teu medo me machuca
Teu receio me fere
E muito te enlouqueces
Nessa ânsia que te assusta
Acho que se acostumou
Pois sempre volto a você
Pensas que meu amor estancou
Tudo o que me faz sofrer
O que não percebe
Tudo o que tua fuga me faz
Nem tudo que emerge
Deste coração fugaz
Me olhe nos olhos
Me encare de frente
Me retire da prisão dos poços
Nos quais me afundo levemente
domingo, 14 de março de 2010
Mal Intento
De alejarte un instante de mi pensamiento
Pasan los meses
Como pasa el rumor de un río
Cambian la estaciones
Y no se me pasa el frío
Sigo esperando
Encontrar una manera
De acostrumbrarme a esta casa
En la que nadie me espera
Si dejaras entrar un rayo de luz
Y sintieras tan solo una vez
Lo que yo siento
Sabrías que
Mi canto no es más que un mal intento
De alejarte un instante de mi pensamiento
Y fuimos por unos meses
Dos ingredientes de una receta
Fuimos dos flores distintas en una misma maceta
Y todo tiene su tiempo
Tanto lo dulce como lo amargo
No hay pena ni gloria
Que un día no pase de largo
Si dejaras entrar un rayo de luz
Y sintieras tan solo una vez
Lo que yo siento
Sabrías que
Vermelhas e perfumadas
Sem você não há canção
Sem você não há cor
Sem você não há perfume
Sua voz me acalma
Seu olhar me traz alento
Sentir seu cheiro me seduz
Por que escondes de mim seus dons?
Por que não mais encontro a beleza de seus olhos?
Por que ocultas de mim teu mais doce toque?
O medo que te paralisa é a coragem que me cerca
O anseio que te consome é a força que me seduz
A máscara que te prendes é o impulso de meus atos
Não sei como te resgatar
Apenas sei que estou aqui
Sempre a te esperar
quarta-feira, 10 de março de 2010
Utopia
Sobe na cabeças das pessoas fracas,
Nós não somos pessoas fracas,
Se fossemos fraco,
Agente tinha desistido desta dificil caminhada,
A maioria do que se ouve é as pessoas maldizendo
Dizem que nunca poderiamos voar,
Que não devemos sonhar
e nós estamos aqui
Eternos sonhadores
Que voam na imaginação
Imaginação que conduz a eternidade
Fogo
mas nunca parei de cantar
e esse fogo no meu peito
que nunca vai se apagar
sábado, 27 de fevereiro de 2010
O CENTRO DAS ATENÇÕES
Como amor é assunto recorrente desta coluna, muitos acham que tenho a fórmula mágica para aniquilar as dores provocadas pela paixão. Tenho nada. Tenho são os meus palpites. E uma antena que capta frases, depoimentos, tudo o que possa ajudar. Um dia desses uma leitora me escreveu um e-mail simpático, dizendo que havia lido ou escutado em algum lugar uma coisa que ela achava que fazia sentido:
"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções".
Faz, sim, todo o sentido. Na hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos: o tempo. Queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela idéia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas. No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência. O grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos.
Nossas atenções precisam ser redirecionadas. Ficar olhando antigas fotos, relendo antigas cartas ou lembrando antigas cenas é tirar a dor do quarto dos fundos e trazê-la para o meio da sala. Evite. O tempo só será generoso na medida em que você usá-lo para fazer coisas mais produtivas: procurar amigos sumidos, praticar um esporte, retomar um projeto adiado, viajar. As atenções têm que estar voltadas para os lados e para a frente. O quartinho dos fundos tem que ficar fechado uns tempos, a dor mantida em cativeiro, sem ser alimentada. Amores passados contentam-se com migalhas e sobrevivem muito: ajude-se, negando-lhes qualquer banquete. A fartura agora tem que ser de vida nova.
Martha Medeiros
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Jogral de um funeral
Não quero que se preocupe
Não quero que se culpe
Não quero que se ilude
Nem quero que me mude
Entre barcos perdidos
Entre passos descompassados
Entre faróis apagados
E corações desgovernados
Tudo muda
Tudo faz firula
Tudo julga
A tudo anula
Pensamento disperso
Sonho desconexo
Perdido no universo
Em meu mundo submerso
Amor não se magoa
Pois quem ama perdoa
Põe no coração e voa
Sentido brisa e garoa
Não se pode esquecer
Que nem tudo se pode ter
Só posso me entristecer
Por não ter você
Digo adeus
Aos olhos seus
A tudo que morreu
Em sentimentos só meus
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Abba Pai
Jesus, homem de dores e de glórias mil que sobrepõe, em muitos, todos os outros nomes. Família, amigos, trabalho, dinheiro inclusive. Basta que o sangue sagrado do que representa sua morte esteja sempre conosco que estaremos felizes. Seremos felizes. Basta apenas um olhar ao irmão do lado na rua. Olhar fanático como o nosso. Olhos que brilham em contato com a mais brilhante constelação de estrelas. Redundância esta que se faz necessária para expressar a magnitude, amplitude e alcance deste glorioso Deus.
Se antes, ao buscarmos conforto poderíamos não ter ninguém para nos guiar, após conhecermos a sua gloriosa mensagem de amor não tememos mais. Nunca estaremos sozinhos. Sempre teremos, em tempos turbulentos e de grandes safras, grandes dificuldades e vitórias épicas, o alento e olhar soberano da estrela Dalva. A primeira e única que apareceu em nossos corações.
Bem antes de nascer o pequeno infanto, ainda carente de amparo das leis divinas, recebe no seu pequenino corpo e mente ainda em formação o encargo de pertencer ao mais estonteante conglomerado do mundo. Moderno e antigo, ressalte-se. Recebe também o dever de trabalhar em prol dos seus ideais e de passar adiante a paixão, nunca deixando alguém próximo buscar caminhos que não o das glórias imortais do querido Deus.
Abba Pai, muito obrigado por ter me escolhido. Que eu possa te servir bem.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Cruzando Raios
Entre os faróis e o mar
Neste azul, que azul!
O nosso amor sumindo
Entre partir, ficar
Entre o norte, o sul
Cruzando sobre os raios
Antenas de TV
Porque você me olha
Se você não me vê
Sobre os oceanos
Em doces guerras frias
Não deixa anoitecer
Não deixa escurecer
O Nosso dia
sábado, 23 de janeiro de 2010
Reverência
domingo, 20 de dezembro de 2009
Minha busca
sábado, 21 de novembro de 2009
Aqui jaz o verdadeiro lugar da erudição cristã. A erudição cristã é a prodigiosa invenção da igreja para defender-se da bíblia; para assegurar que continuemos sendo bons cristãos sem que a bíblia chegue perto demais. Ah, erudição sem preço! O que seria de nós sem você? Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. De fato, já é coisa terrível estar sozinho com o novo testamento.
Soren Kierkegaard